"A estupidez também é um presente de Deus, mas não se deve abusar dela" Papa João Paulo II (1920-2005)
Blog pessoal de
Carlos Henriques
ÁGUA-LEVADA (Espinho/Mangualde)
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Quantos políticos, hoje, custam ao estado 1,5 milhões de Euros?
Salazar, 40 anos após a morte de uma das mais enigmáticas figuras contemporâneas da história de Portugal, continuamos a descobrir pequenos pormenores interessantes, que nos dão a conhecer um pouco melhor esta figura que marcou a vida de muitos Portugueses. Se as auguras da sua vida amorosa se tornaram difícil de engolir, o que dizer dos 1,5 milhões de Euros que segundo o Expresso, foram gastos pelo Estado durante a sua operação, e da doença que duraria quase dois anos, até 27 de Julho de 1970. Poder-se-ia contestar que não foi ele, quem ordenou tão levado dispêndio, e que a necessidade humanitária assim o exigia, mas não deixa de ser irónico, que alguém conhecido pela sua simplicidade e austeridade, e que acorrentou essa mesma integridade aos restantes Portugueses, tenha conseguido nos últimos anos da sua vida, gastar tanto dinheiro, mesmo depois de substituído do posto de chefe da nação. Mas ele era o Estado, e pronto! Quando se dá o nome de Salazar como exemplo da luta contra o despesismo, poderemos perguntar quantos políticos hoje custaram ao Estado 1,5 milhões de euros?
Sofrer pelo que é nosso…
Num país em que qualquer cidadão, mesmo a residir no mais remoto sítio imaginável, apoia fervorosamente um dos três (e únicos) clubes deste País, mesmo se na retumbante maioria, nunca o dito cidadão, teve sequer a oportunidade de assistir ao vivo a um único jogo que fosse, desse seu emblema do coração. Quando recentemente um jornal regional fez um inquérito junto dos novos deputados eleitos ao Parlamento pelo circulo de Viseu, sobre quais as respectivas preferências clubisticas, o resultado parece não ter sido uma surpresa, pois nem um único deputado, ditou o clube da sua terra como seu favorito. Para não falar das “casas” destes três (e únicos) clubes, que vezes sem conta, conseguem amealhar mais sócios que os clubes locais. Reconheço que como tema de conversa, apadrinhar um dos três (e únicos) clubes pode dar resultado, mas dar apoio ao que é nosso e aquilo que nos representa também devia contar.
Sou sócio do Grupo Desportivo de Mangualde desde os 18 anos, naquela altura o Engenheiro Futre palmilhava de lés a lés o nosso Concelho, nas suas andanças ao serviço do nosso clube, por todos os tascos, cafés e tabernas de então. Levava o espírito guerreiro e a vontade de vencer do Nosso Desportivo a todos os cantos do concelho de Mangualde, ele era, o elo de ligação de muitos sócios ao clube. A cada Domingo amontoávamo-nos nas decrépitas bancadas no velhinho campo Conde de Anadia, para ver o Desportivo jogar contra equipas de renome nacional. Foram estes os melhores anos do clube. O sucesso do Desportivo de então era em parte sinónimo da pujança que Mangualde mostrava. Com a abertura do IP5 e a renovação industrial, passando pela renovação paisagística da cidade que começava então a ser preparada. A sociedade Mangualdense mostrava uma nova dinâmica, havia sangue novo a correr, fruto de uma moderna e activa juventude, onde em cada esquina se podia encontrar uma discoteca. O Desportivo era pois um apêndice desse desenvolvimento. Olhando para trás e nas condições em que se via os jogos, eram de facto outros os tempos. Sei como eram penosas as segundas feiras sempre que o Desportivo perdia, mas com o tempo aprendemos a relativizar essa perda. Ser sócio do Desportivo é tão natural como ser Mangualdense.
Por tudo isto, a recente noticia que coloca o Nosso Desportivo no grau zero do futebol, não é tanto uma questão de melancolia, mas vai contra a dinâmica que muitos estão a tentar erguer e motivar. Poderíamos esperar que mais uma vez o clube acompanhasse a nova onda que está dinamizar o concelho, mas a história nem sempre se repete.
Numa época em que todo o clube lutou para sobreviver e superar as expectativas, o Desportivo que conhecíamos deixou de existir, que viva o novo Desportivo…
Então! E as férias?
Depois de Julho ser o mês do Paul, o “Polvo”, entramos em Agosto com o Roberto, o “Frango”, mais um tal Ronaldo, “modelo capa da Holla!”, que dentro em breve vai ficar a saber quem é a mãe do seu filho, mais uns procuradores que depois de procurarem incessantemente durante seis estafantes anos, conseguiram finalmente encontrar o guardanapo onde escreveram as 27 conclusivas e decisivas perguntas para acabar de vez com a corrupção em Portugal, mas por infelicidade do acaso, este achado precioso deu-se no mesmo instante em que se preparavam para fechar o processo e ir de férias.
Ou segundo o Diário de Notícias, burla e fraude deixaram de ser crime. O artigo 206º do Código Penal diz que nos casos de crime contra o património, o lesado pode negociar com o criminoso. Portanto se depois de assaltar uma agência Bancária, for apanhado, pode sempre negociar com a instituição. Quem sabe se não sai de lá com um melhor spread…
Carlos Henriques
carlos-bh@sapo.pt

O inevitável…
O acto de cobrar pela passagem de pessoas e dos seus bens, é uma das mais antigas receitas de fazer dinheiro. Há mais de 2700 anos na antiga Babilónia, nas estradas imperiais livres de lama e de assaltantes, já se praticava este método de extorquir algumas moedas, ou uma galinha ou perna de porco. Não sendo sinónimo da distribuição de riqueza, o pagamento de tributos sempre foi o privilégio de um punhado de felizardos, aqueles a quem calhou a única passagem para a outra margem ou na maioria das vezes, o caminho mais curto para continuar a viagem.
Não deixa de ser interessante notar que, todos os antigos locais de portagem são hoje meros apontamentos históricos, e porquê? Porque estas regalias têm obviamente um senão: não se pode mudar uma estrada, ponte ou porta, apenas para continuar a cobrar pela sua utilização, pois mais cedo ou mais tarde, alguém vai encontrar um novo caminho ou um novo transporte, e adeus pé-de-meia. A existência de uma alternativa é por assim dizer, o pior inimigo das portagens.
As campanhas contra as novas portagens têm focado exclusivamente neste ponto, a não existência de alternativas às auto-estradas a serem portajadas. Se a noção do conceito utilizador/pagador não tem servido de desculpas, é na falta de alternativas, a génese do sucesso da cobrança de portagens. Basta olharmos para a A29 entre Albergaria e Gaia para nos servir de exemplo. Qual o automobilista que escolhe pagar 3,15 euros na A1, quando tem uma SCUT em que nada paga para além do combustível?
Podemos lamentar que a sua inevitabilidade, nos vai deixar sem alternativas, mas a luta pelo não pagamento de portagens, deve centrar-se na esperança de nos podermos desenvolver e criar a riqueza necessária, antes de sermos obrigados a pagar uma taxa de mobilidade. As isenções para residentes não passam de uma sedução, uma espécie de cenoura para nos adocicar o espírito. Provavelmente ainda conseguirá ir até Viseu sem pagar, mas se planeia ir passear até à Praia da Barra depois do dia 1 de Agosto vai ter de desembolsar electronicamente 1,40€.
Asfixiante para o futuro da nossa região, o fim indiscriminado das SCUTs, será decisivamente um duro golpe nas aspirações de desenvolvimento do interior.
José Saramago
A morte levou um dos mais amados e detestados escritores do nosso tempo. Soube melhor que ninguém como tirar partido das suas ambíguas posições políticas e na manipulação do seu marketing literário. Inteligente e capaz, duas qualidades imperdoáveis em qualquer português, fizeram dele um ser estranho. Incompreendido, por opção ou desejo, deixou de adoptar a futilidade do seu povo. José Saramago enriqueceu a nossa literatura e criou novas visões ao nosso mundo. Atingiu o ponto sublime da sua arte. Perante a nossa pequenez, ele lavrou o seu destino, e mais do que isso, a sua imortalidade.
Electricidade em pó pode ser uma realidade
Quando em 1905 o inventor Nikola Tesla construiu uma enorme torre de 18 andares em Nova Iorque, a sua ideia era criar a 1ª sub-estação eléctrica a transmitir electricidade através de ondas magnéticas. Infelizmente o seu sonho pouco durou, os financiadores consideraram o projecto altamente audacioso, para não dizer ambiguamente pensado, e eventualmente teve de ser abandonado. A torre, desmantela para pagar as despesas de Tesla, seria o símbolo do seu fracasso. Mas 100 anos depois, será que a sua ambição poderá ser realizada?
A “WiTricity” uma empresa norte americana fundada por físicos do MIT (Massachusttes Institure of Techology), é apenas uma de muitas empresas que estão a desenvolver vários modelos de tomadas e de outros dispositivos sem necessidade de ficarem ligados a cabos eléctricos para funcionarem.
Inspirados na visão de Tesla, a “WiTricity” acredita que pode lançar dentro de um ano produtos baseados no consumo de energia “wireless”.
O objectivo é a transmissão a curta distancia, através da propagação electromagnética da electricidade, entre o emissor localizado na parede e o receptor no meio da sala. No entanto, a tecnologia ainda não é totalmente eficaz, pois a transferência da energia rapidamente se torna ineficiente à medida que o aparelho é colocado mais longe da tomada emissora. Para muitos sépticos, o problema é mesmo esse, para que serve um sistema, que apenas consegue transmitir electricidade cerca de 20 ou 30 cm, que é a distancia entre a parede até ao televisão, quando a sua utilidade seria a de poder levar uma Televisão para o exterior?
A electricidade “wireless” não é tão eficiente como utilizar um cabo eléctrico, mas as diferenças ambientais são consideráveis. Por exemplo, um computador portátil necessita de 4 baterias, e só no ano passado foram fabricadas cerca de 40 biliões destas baterias em todo o mundo. O fabrico de cada bateria equivale em produção de dióxido de carbono (CO2) o mesmo que conduzir o seu carro 4 quilómetros.
Imagine agora um “pacemaker” (pequeno dispositivo implantado que estimula o coração) que nunca necessita de ser substituído ou o carro eléctrico que começa a carregar mal chega à garagem. Daqui a cinco anos tudo isto será óbvio, hoje apenas soa um pouco futurista…
Carlos Henriques
carlos-bh@sapo.pt
Crónica publicada em “Jornal O Zurara” Julho/2010
A culpa é toda deles…
A mais rica e poderosa geração, que alguma vez viveu está a embarcar numa confortável reforma. Mas porque parece que trancaram a porta atrás deles?
Se olharmos para o modelo demográfico da grande maioria dos países da Europa, vemos uma pipa, muito apertada nos extremos mas que se alonga no meio. A parte do topo representa a “Geração silenciosa”, nascida antes de 1946, a parte de baixo as gerações X e Y nascidas depois de 1964, e o centro obeso do gráfico representa a explosão populacional que começa com o fim da II Guerra Mundial, os chamados “Baby boomers”.
Esta geração não domina apenas em termos de números, viveram também vários períodos de elevada empregabilidade, eles são a mais rica e poderosa geração que alguma vez existiu.
Em muitos parlamentos eles representam mais de 70% dos deputados eleitos, estão em quase todas as cadeiras do poder empresarial, e são os directores da maioria das instituições civis e culturais. Eles simplesmente mandam na Europa e no mundo.
Não seria nenhuma surpresa se começarmos a apontar os dedos a esta geração, pois a crise financeira e o falhanço das metas ambientais aconteceram na sua ronda.
Com a primeira vaga de “Baby boomers” a chegarem a idade da reforma, a factura para a limpeza destes desastres serão pagas pelos seus filhos. A sensação generalizada desde comentadores políticos a grupos de pressão, para não falar da população mais nova, é que esta geração hipotecou o futuro dos seus filhos para o seu próprio e imediato beneficio. Se compararmos o estilo de vida destas duas gerações torna-se difícil não concordarmos.
Para muitos novos adultos, as hipotecas e as pensões são inspirações irrealistas enquanto se afundam em dividas apenas para tentarem aspirar ao básico do dia a dia.
Quando começaram a sua vida adulta os “Baby boomers” (talvez não tanto em Portugal) tiveram um inicio de vida fantástico, com educação grátis, cursos e estágios pagos e contratos de trabalho que durariam em média mais de 10 anos. Os jovens de hoje tornam-se adultos com dívidas para pagar as propinas e lutam para encontrar um emprego que dure mais de 15 meses.
Alguns estudantes universitários sentem, que chegaram à festa do desenvolvimento contínuo das condições de vida, apenas para depararem que já tinha acabado.
É claro que, enquanto os “Baby boomers” podem controlar grande parte da riqueza, o dinheiro não é tudo. Seria desonesto dizer que a qualidade de vida se afundou para as pessoas mais novas. Em algumas áreas, houve certamente avanços muito importantes.
Hoje a flexibilidade no trabalho permite às pessoas encontrarem novas aptidões e profissões. Os mesmos direitos em termos de sexo, raça e maternidade transformaram a nossa vida quotidiana. E enquanto mais educação poderá ter um maior preço a pagar, o seu acesso é hoje mais alargado do que nunca. Poderá não ser de borla, mas ir para uma universidade é hoje o objectivo para mais de 50% dos jovens, nos anos cinquenta não passava dos 5%.
Os “Baby Boomers” não embarcaram para que fosse a próxima geração a pagar as suas contas, mas também não vemos esta geração preparar-se para fazer qualquer coisa sobre o assunto.
“Sorry seems to be…”
Desde os anos 70 que Elton John afina na sua impecável voz, que “Desculpa, parece ser a palavra mais difícil”, parece, mas a facilidade com que certas figuras, desafinam com esta palavra, porque para suportar algumas realidades temos de desculpar as nossas convicções, que se afundam perante a crua realidade do nosso quotidiano, gostaríamos de ver o mundo arrumadinho, tudo empacotado nas suas próprias gaveta. Na idade das trevas, a igreja decretava que a terra era o centro do universo, perante a ignorância e a superstição rompante, até que, uma alma inquieta aponta o óbvio: mas ela movesse. Numa única semana, duas importantes figuras da nossa politica, dita de direita, desculparam ou pediram desculpas pelos seus ideais, é que o mundo nem sempre se move como nós queremos, principalmente quando tudo tem a mania de se mover na direcção oposta. Mas que chatice, estão desculpados.
Vamos lá desfraldar as bandeiras…
É que depois é só esperar pelo milagre. Junho vai ser um mês de futebol puro e duro, sem adeptos nem dirigentes a atrapalhar. A convocatória para o Mundial dos 23+1 heróis, é uma rara e quase única ocasião, onde a população deste país comenta os atributos dos próprios jogadores de futebol, sejam eles conhecidos ou desconhecidos, sem os verem através do prisma ofuscado das suas paixões clubisticas.
A bandeira está pronta, agora só falta ascender uma velinha e acreditar. “Eu tenho cá um pressentimento”… Portugal ale…Portugal ale…
A crónica “A culpa é toda deles” é baseada em excertos de Neil Boorman, autor do livro “It's All Their Fault”. Relativamente a Portugal, estamos agora a assistir a uma enorme corrida as reformas antecipadas por parte de muitos profissionais altamente qualificados, o que comprova a existência do mito dos “Baby Boomers” em Portugal.
Carlos Henriques
carlos-bh@sapo.pt
Crónica publicada em “Jornal O Zurara” Junho/2010

“Crise? Qual crise!!!”
Nos anos setenta, Jim Callaghan, então primeiro ministro do Reino Unido, de regresso ao seu país depois de acompanhar um colóquio sobre economia nas Caraíbas, é abordado no aeroporto por jornalistas, onde, numa das não tão inocente perguntas, quiseram saber o que ele pensava da crise que então se vivia. Ao contrário da lenda popular, as três palavras que adornam também esta crónica, e que seriam para sempre um reflexo da sua governação, na verdade ele nunca as proferiu, elas sairiam no dia seguinte em manchete, num dos jornais de maior circulação. Aquilo que ele disse, foi mais ou menos isto: “Eu não penso que as outras pessoas no mundo partilham da opinião, que existe um aumento do caos neste país”.
Na realidade o país estava mergulhado numa crise que se via e cheirava. Tudo se teria precipitado quando o governo deu aos motoristas de transporte de combustível, um aumento na ordem dos 13%, de seguida, todos os restantes sectores quiseram o mesmo. Os outros motoristas, os enfermeiros e auxiliares, o pessoal do lixo, e até os coveiros, entram em greve. O lixo não era recolhido e os defuntos permaneciam nas morgues por enterrar. Era assim a crise de 1979 na Inglaterra a que se seguiu outra ainda maior, a de Margaret Thatcher, a Dama de Ferro.
Hoje a nossa crise, se ela existe, não se vê. Não há lixo nas nossas ruas, os serviços do estado funcionam mais ou menos bem, e a generalidade dos habitantes deste país gozam de uma certa acalmia social.
Mas será que alguém consegue vislumbrar algum período, por mais curto que possa ter existido, em que Portugal ou os portugueses ou ambos, não se encontravam em crise, com eles próprios e muitas vezes com o mundo? Vivemos em permanente harmonia com a crise, alias, desde que Dom Afonso Henriques quis bater na sua mãe, que os portugueses vivem neste Outono de saudade, à espera que alguém um dia irrompera de entre o denso nevoeiro da história para nos salvar da nossa eterna falta de bom senso e nos elevará ao lugar com que sempre sonhámos (ou, ao último modelo daquela fritadeira inox) e que nunca conseguimos lá chegar, ou por causa dos Mouros, dos Castelhanos, dos Holandeses, dos Espanhóis outra vez, dos Franceses, do mundo em geral e hoje dos chineses que nos levaram as empresas e nos vendem pechinchas que não necessitamos e que, só as compramos porque são tão em conta neste momento de crise.
Enquanto tivermos os nossos empregos, ou os juros não regressarem aos 25% ou ainda podermos aspirar ao rendimento de inserção garantido, até lá a maioria dos portugueses bem podem dizer: Crise? Qual crise?!!
As portuguesas também sabem liderar…
Sabe sempre bem e é motivo de regozijo, quando um familiar ou amigo é notícia pela positiva. Na semana passada ficámos a saber que Maria Teresa Brito, nascida em Água-Levada, foi eleita presidente do “Centro Marítimo da Venezuela”. Será a primeira mulher a presidir a esta associação fundada há quase quatro décadas, de elevado prestigio na comunidade portuguesa e uma referência na cidade de Caracas. Para esta nossa conterrânea quero deixar os meus parabéns e que os próximos 12 meses sejam de total sucesso na sua nova aventura.
“Um avião! Um avião! Uma república por um avião!”
Os Europeus têm vivido as últimas semanas com uma densa nuvem de poeira vulcânica a pairar sobre as suas cabeças, aliás temos estado tão preocupados em saber se vão ou não estragar os nossos aviões, que nos esquecemos de perguntar onde e quando as poeiras vão ter de descer lá de cima para serem aspiradas para dentro dos nossos frágeis pulmões. Se o rei Ricardo III terá um dia exclamado a imortal frase “Um cavalo! um cavalo! o meu reino por um cavalo”, não ficaria mal ao nosso Presidente ter implorado por um avião. Pois em Portugal não se falou de outra coisa, senão da viagem da comitiva presidencial de retorno à gloriosa mãe pátria. Uma viagem arrojada, através das inóspitas terras da Europa central, território hostil e perigoso, atravessado apenas pelos destemidos. Com a comitiva presidencial a atravessar terras cheias de Alanos, Gauleses, Saxões, até uma jornalista ficou contagiada ao relatar “que a comitiva não se iria aproximar das cidades”, provavelmente para não acordar os seus rudes e perigosos habitantes. E lá prosseguiram, em directo, pelas estradas romanas, perdão auto-estradas, tentando evitar qualquer contacto com os indígenas. Tivemos a tradicional paragem na estação de serviço, o que outrora se faria num pinhal qualquer à berma da estrada, infelizmente nem sequer o tradicional garrafão apareceu. Tudo parecia uma normal excursão da paróquia, apenas os fatos e gravatas dos peregrinos destoavam do cenário. De todas as imagens de delonga e resignação que marcaram estes últimos dias, a mais marcante, foi ver o Sud-Express, o único comboio que liga Portugal ao resto da Europa, a sair lentamente de Santa Apolónia, e a desaparecer ao fundo da linha, longe no horizonte. Imagino, que para além das centenas de emigrantes e turistas, levasse mantimentos e tendas, rumo a uma Europa bloqueada…
Carlos Henriques
espinho-net@sapo.pt
Crónica publicada em “Jornal O Zurara” Maio/2010


Mangualde não pára.
Março trouxe uma intensa actividade de eventos ao nosso concelho, houve iniciativas para todos os gostos, foi passear, limpar, plantar e até uma serenata à chuva. Foi só escolher e aderir. E Mangualde aderiu!
A iniciativa “Limpar Portugal”, apesar da adversidade que a natureza pregou no dia “L”, foi um estrondoso sucesso de cidadania, pelo menos nas freguesias que aderiram. Para os voluntários que participaram, o desejo de verem realizado o objectivo de limpar as florestas num só dia, foi superior ao pensamento de poderem contrair uma gripe. Uma boa semente foi lançada, quem sabe se daqui não nascerá um movimento activo de cidadãos voluntários e cientes que podem e devem mudar a sociedade que nos rodeia? O poder local deu o apoio logístico, as empresas os equipamentos, mas foram os cidadãos anónimos deste concelho que deram corpo à iniciativa. Na internet pode-se planear, mas é no terreno que se conquistam os objectivos.
A Primavera começou com o dia da árvore, e mais iniciativas servidas com sucesso: A encher as ruas e avenidas da cidade, a corrida solidária a favor da ONG “Médicos do Mundo”; ou o passeio todo o terreno “Trilhos de Mangualde” percorrendo numa enorme fila de jipes e motas à descoberta das belas paisagens que o nosso concelho tem para oferecer. Iniciativas que neste fim-de-semana, juntaram mais de mil mangualdenses, e ainda falta tanto até Abril.
O abismo é já ali…
A última final da Taça da Liga foi talvez um dos mais degradantes espectáculos que a nossa elite do futebol nos ofereceu. O pontapé de saída já tinha sido dado pela própria Liga, com a nomeação apressada de Pauleta para a cerimónia de entrega da taça. Com este gesto, a entidade organizadora da taça num sinal de fraqueza, talvez antecipando o que veio a seguir, confirmou que nada tinha a haver com aquilo. Em Portugal deixámos há muito tempo de falar das estrelas, dos craques ou das fantásticas jogadas, para concentrar a nossa energia, nos árbitros, nos caceteiros e nos dirigentes. Portanto, não passa nada de anormal quando vemos um sujeito empoleirado em cima de um autocarro a atirar uma garrafa contra transeuntes que seguem calmamente no passeio, ou quando alguém mesmo a sangrar da face, ainda nos arremessa um gesto indecente. Aceitamos isto com a mesma complacência que aceitamos os diabretes dos dirigentes em nome de uma vã vitória, que conduzirá irremediavelmente ao abismo do nosso futebol. Os sinais estão todos lá, a incapacidade de mostrar os melhores jogadores, a desresponsabilização e o doentio protagonismo dos dirigentes, e o progressivo abandono dos adeptos dos estádios de futebol, e em particular das famílias. Queremos mesmo como sociedade, mostrar às nossas crianças a violência e o desprezo pelo adversário, que parece ser cada vez mais a norma em muitos campos de futebol neste País. Com o fim da geração de ouro, não voltaremos tão cedo a ver jogadores prodígios, que suavam a nossa camisola. Nos anos setenta faltava-nos 30 metros até à baliza, hoje falta bom senso e a compreensão que o futuro do nosso futebol está na sustentação dos atletas desde as escolas de formação até às equipas principais. Não deixa de ser sintomático, que esta temporada podemos ter um campeão nacional, sem um único jogador na nossa selecção nacional.
A importância da Matemática
Vários estudos publicados no Reino Unido quantificaram o custo para o País, pela falta na aprendizagem da matemática e das baixas aptidões de literacia, em mais de 800 milhões de euros por ano. Mesmo sem darmos por isso, a Matemática é fundamental em todas as profissões e actividade humana. Quanto custa, o que é necessário, é rentável ou simplesmente qual o troco que devo receber? Não podemos fugir à Matemática.
“Todos nós podemos aprender matemática”. Foi com está simples frase que, o professor Jaime Carvalho e Silva do departamento de Matemática da Universidade de Coimbra, lançou o desafio e marcou o objectivo da sua palestra. No auditório da Biblioteca Municipal, pais e professores, ouviram alguns exemplos sobre a importância da Matemática na sociedade em que vivemos. Desde os erros grosseiros no cálculo da estabilidade das pontes, até ao incrível mas verdadeiro fenómeno de deputados ocuparem lugares nas autarquias sem serem realmente eleitos para o cargo. Em 2005, a comissão nacional de eleições apurou que 40 deputados foram indigitados, sem que nunca tivessem sido eleitos, e porquê? Porque alguém não soube como aplicar devidamente o método de Hondt, ou seja não sabia Matemática. Mas se estes são fenómenos extremos, não deixa de ser consistente a forma como os media lançam maus agoiros sobre a Matemática. Já todos lemos títulos depreciativos, do tipo, “Alunos são tramados pela matemática” ou “somos dos piores a matemática”, quando a realidade é bem diferente. Os portugueses não são, nem mais nem menos que os outros, estamos na média Europeia do conhecimento sobre a Matemática. O que devemos é não esquecer a importância do assunto, e ajudar os nossos filhos a compreender a sua utilidade, não apenas ao nível da sua aprendizagem, mas também no dia a dia. Não necessitamos de ser doutorados matemáticos, mas devemos saber as noções básicas da matemática. Ora deixa cá ver quanto é que você me deve…
Carlos Henriques
espinho-net@sapo.pt
Crónica publicada em “Jornal O Zurara” Abril/2010

Antes que me esqueça quero desejar uma Páscoa feliz, é que tenho andado desassossegado com o numero crescente de afortunados que conseguem ter a consciência tranquila, mesmo quando apanhados com a boca na botija, ou é feitiçaria ou como dizia o outro, o burro, temo que sejamos nós. Não me espantaria que qualquer dia, o próprio Mordomo ainda vira a revelar que também não foi ele. Mas afinal andamos todos distraídos ou há qualquer coisita que nós escapa. Está semana ouvi pela rádio a voz de um ex-chefe de Estado-maior da Armada, dizer sem pudor ou qualquer dose de bom senso, que era perfeitamente normal membros do exercito receberem pelo pagamento de “pareceres e trabalhos técnicos”. Alias parto do pressuposto que o Contra-Almirante em questão tem direito aquele dinheiro, mesmo sabendo que o valor recebido, na ordem de um Milhão de Euros, tem algo de inexplicável. Mas o que me espanta, é a forma despreocupada como este agente privilegiado, com informações confidências para não dizer secretas, vende bem o seu conhecimento e a sua posição, sem nunca lhe passar pela cabeça que tem responsabilidades para com o seu anterior patrono. Será que nunca assinou um termo de confidencialidade?
Quanto a Marinha portuguesa, não devia esta instituição entregar todas as especificações e requisitos ao fabricante dos submarinos? Então porque razão, o vendedor teve de recorrer a terceiros? Será que o valor recebido foi declarado pelo Contra-Almirante? Terão os inspectores de Finanças vontade ou paciência para esclarecerem a questão?
Com tantas perguntas para despachar, não há nada melhor do que ficar entretido a discutir se alguém devia ter comprado uma coisa que depois não comprou ou sobre o primo de alguém, enquanto alguns enchem o bolso (e a respectiva conta Bancária) à custa do estado Português, o que é o mesmo que dizer, à nossa custa.
Vende-se Submarino
Preço Base: 800M € + Extras + comissões a adicionar:
-Estofador: 1M€
-Periscópio cor-de-rosa metalizado: 1M€
-Advogados e fotocopias: 100M€
-Festa de lançamento: > Pacote 1= 50€: inclui 3 garrafas do melhor espumante da Bairrada, com oferta de uma madrinha de meia idade. > Pacote 2=1M€: inclui uma Boazona Brasileira para madrinha + 1 caixa de 12 garrafas de champanhe para cada convidado + viagem em 1ª classe Lisboa/Hamburgo na Easyjet.
-Comissionistas e funcionários do Call Center: 10M€ podendo ir até aos 1200€ dependendo do numero de personagens envolvidas ou a envolver.
-Desenhador e responsável pelo projecto: 169,35€
-Gasóleo não incluído. Submarino tem de ser levantado da fábrica.

O Sol já apurou que, “Ísolados”, é alegadamente o nome do novo concurso que dará a oportunidade a Blogaristas e cronistas de meia idade, e a outras pessoas sem nada de útil para fazer a não ser passar o tempo a ler e a comentar o árduo trabalho de Blogaristas e cronistas de meia idade, todas estas tristes personagens encontram-se espalhadas pelos quatro cantos do país e ilhas, com a excepção da Madeira (agora que regressou à mãe pátria, não vá o diabo tecelãs) e também de Angola (mas por razões obvias que nem para aqui são chamadas), a possibilidade de recriar títulos degenerativos, depreciativos, ou na falta de qualquer rasgo de imaginação, títulos que simplesmente digam mal do primeiro ministro.
A primeira e única audição, na cave do rés-do-chão do 3º direito, os 4 milhões de portugueses avidamente esperados, apareceram só 3. Não!!!, pessoas, a que se juntou uma quarta, pois não se sabia se vinha a passos ou a ranger, tendo de seguida ocupado o seu lugar ao lado dos restantes colegas do júri. O concurso “Ísolados”, que por questões de direito de autor, é vagamente copiado do "Indian Ídolos", com aromas de "Querido mudei a casa", e um bouquet especial do "Consultório da Maria", caberá pois ao vencedor, uma estadia em Londres. Serão cinco dias a espiar/passear pelas redacções do ”The SUN” (1) e do “News of the World” (2) …. Vejam lá se não está tudo ligado, ora SOL em inglês é SUN, e a “Page three” (epa… gandas mamocas todos os dias!!!) em Português é Primeira Página (faz todo o sentido). A redacção do Sol espera que, depois deste curso intensivo, o escolhido, trará para o jor…na…jona…. - para lá, títulos como:
“Foi uma noite de rompante, ele Sóqueria levar-me para a cama”
“Levou-me os benefícios fiscais e agora fiquei a saber por mail, a virgindade também”
“Homem que avistou ontem o filosofo Crates de Tebas, pensou que era o Elvis”
“SóExcêntricidades - Sócrates apanhado a falar com Vara num Português Europeu sem corrector”
“José, em escuta choque”
O concurso foi realizado no ano passado, mas a divulgação será feita apenas na próxima quinta feira, pois como já deviam saber, calha no dia 1 (um) de Abril.
“Alegadamente não tenho nada a haver com isto” – Carlos Henriques
(1) The Sun, é um jornal diário, em formato tablóide, publicado no Reino Unido e Irlanda, com a maior tiragem do que qualquer outro jornal diário de língua inglesa. Vende cerca de 3 200 000 exemplares por dia. Este jornal mostra todos os dias na sua pagina 3, as poderosas virtudes de uma bem representada senhora.
(2) News of the World é tambem um jornal britânico em formato tablóide, publicado semanalmente aos domingos. Considerado a edição dominical de sua publicação-irmã, o The Sun. Concentra sua abordagem temática em fofocas sobre celebridades e notícias populistas abordadas de maneira sensacionalista. Com uma venda média de 2.993.709 cópias por semana (em Fevereiro de 2010), O News of the World é o jornal em inglês com o maior volume de vendas no mundo.
O Concelho de Justiça da Liga deu 4 meses de suspensão ao jogador Hulk do F.C.Porto pelos incidentes no túnel do estádio da Luz registados no dia 20 de Dezembro de 2009. Esta semana o Conselho de Justiça da Federação Portuguesa de Futebol, reduziu para 3 jogos a respectiva suspensão.
Portanto nada de anormal, tendo em conta os zig-zags habituais neste tipo de coisas. Se por conveniência ou simples desleixo, não sei, mas todos eles com uma enorme falta de bom senso. Reparem, a FPF demorou 3 meses para decidir uma suspensão de apenas 3 jogos, pois, mas foi o clube que recorreu da sentença da Liga, dizem vocês. Então se assim foi, porque razão a FPF não analisou a anterior sentença em vez de ter dito que por aquelas incidentes a suspensão deveria ser de apenas 3 jogos. O que podiam ter dito era, que a partir deste momento o jogador Hulk poderia voltar a jogar, dado que na avaliação efectuada não justificava a continuação da suspensão. Simples não era?
Já não chegava termos adeptos e jogadores a destruir o nosso futebol, agora só faltava mesmo os nossos dirigentes entrarem em jogo.
O maior evento de voluntariado jamais visto em Portugal arranca já Sábado. O dia 20 vai ser o dia “L” de Limpar Portugal. As pás, enxadas e carrinhos de mão estão já oleados e prontos para esta grande aventura, vamos realizar uma das mais nobres tarefas de cidadania: cuidar do nosso património. Limpar as nossas lixeiras vai ser o ponto de partida, que reunirá cerca de 45 mil voluntários, onde centenas de empresas e instituições vão prestar apoio material e logístico, e conta também com o apoio de uma vasta legião de individualidades, desde o Presidente da Republica até ao anónimo cidadão.
Vamos virar uma nova página na cidadania individual e colectiva neste país. O êxito de sábado, deve servir para lançar outros projectos, tanto a nível nacional, e muito mais importante também, a nível local. As sinergias dos grupos e os contactos que foram entretanto criados para este evento, podem e devem ser os motores de novas iniciativas. Há muito trabalho ainda por fazer. Depois do dia 20 de Março, tudo é possível. Basta querer que assim seja. Vamos Limpar Portugal. Está na hora…
Se pensa que é brincadeira, está rotundamente engano. O Inverno mais rigoroso das últimas décadas, tem deixado muitas estradas europeias cobertas de buracos (não é só em Portugal que eles existem). Num momento em que muitos concelhos têm problemas de tesouraria para financiar todas as obras necessárias, o Município alemão de Niederzimmern, começou a pedir às pessoas e instituições para patrocinarem os buracos nas suas estradas. Por apenas 50 euros cada, pode seleccionar o seu buraco de entre uma longa lista. Depois de reparado o buraco, a Câmara colocará uma placa no local com o nome do doador.
Uma iniciativa interessante, que pode ser apreciada em http://www.niederzimmern.de/index02.htm (site em inglês e alemão).
(*) Oferta aplicável apenas aos buracos das estradas municipais na cidade alemã de Niederzimmern. Os buracos nacionais não estão à venda. Quando circular nas nossas estradas, evite a todo o custo passar-lhes por cima, pois pode danificar e alargar ainda mais os pobres buracos. Lembre-se que o buraco já lá estava antes de tentar enfiar a sua jante e respectivo conjunto pneumático no dito.
Câmara Municipal de Mangualde: o acessório e o essencial.
A nova maioria PS do Executivo da Câmara Municipal de Mangualde gosta muito de se vangloriar de grandes investimentos, de grandes empreendimentos, de grandes acções.
Numa coisa são efectivamente grandes: no engenho e arte com que publicitam junto da comunicação social o menor dos acontecimentos.
Mas aparentemente falham no essencial: chove na Escola do 1º Ciclo do Ensino Básico de Cubos. A escola foi vistoriada depois de queixas das crianças e das suas famílias. Logo o Executivo tem conhecimento da situação e nada faz. Será que está à espera que as chuvas acabem? Pelos vistos as crianças não são a «coisa mais importante do mundo», como dizia o escritor.
A Comissão Concelhia de Mangualde do PCP vem denunciar energicamente esta actuação e exigir a imediata resolução do problema.
Declarações: António Vilarigues
Comissão Concelhia de Mangualde do PCP
O comunicado é que chegou tarde, talvez com um ano ou mais de atraso, provavelmente andou extraviado por ai algures, até melhor oportunidade. Porque não utilizaram o site “A minha rua”? É que assim não teriam de passar por todo este, se assim se pode dizer, enxovalho. Mas que excelente oportunidade para João Azevedo mostrar, que não brinca em serviço, e que tudo não passou de uma invenção e de uma manobra para denegrir o seu trabalho, como os vários jornalistas convidados para presenciar em cena, puderam de facto constatar. NÃO CHOVE na escola de Cubos, tá bem…
O Sr. Paulo Rangel peremptoriamente candidato à liderança do PSD disse, para quem o quisesse ouvir, que "com este PSD de rotura e de transformação, a agricultura será uma prioridade estratégica e de defesa nacional. Não será mais uma actividade económica apenas a somar às restantes, será considerado um sector de reserva estratégica e portanto os agricultores serão verdadeiros soldados", sem tirar nem pôr, e rematou “É sempre um pequeno subsídio ou uma reclamação para aqui ou dali. Muitas vezes são reclamações justas, mas essa não é politica agrícola é politica do queixume", sim senhor. Mas não ficou por aqui, “Nós temos de produzir mesmo que isso seja caro, que não seja tão rentável quanto gostaríamos. Nós temos que manter uma capacidade de produção que garanta a autonomia do país perante os mercados internacionais". Pois é, só que a uma coisita que se chama economia de mercado, a mesma, que quando vamos ao supermercado, compramos quase sempre pelo preço mais baixo. Se, se pretende que o mesmo consumidor compre o produto mais caro, alguém terá de subsidiar o consumidor, porque como o Sr. Rangel afirmou, não devemos subsidiar o agricultor, pois essa é a politica do queixume, citando as suas palavras. Há também outras opções, tais como, o estado comprar a produção agrícola a preços da produção nacional e vende-la aos restantes Portugueses a preços de mercado, ou a construir montanhas de manteiga ou de leite, tão em moda na Europa das últimas décadas. E como derradeira opção, a constituição de tarifas alfandegárias pré adesão CEE, mas não me parece que a União Europeia lhe queira fazer o jeito, só por ter sido deputado do parlamento Europeu.
Já que estamos aqui, então porquê não levar esta politica de produzir mais caro, mesmo sem ser rentável e sem subsídios, a outras indústrias do país? Já pensaram nos têxteis e os curtumes a concorrer com a China em pé de igualdade? È que estas industrias empregam mais mão-de-obra do que a agricultura. Para quem fala tanto em restringir a acção do Estado na regulamentação dos mercados, fico admirado que alguém tenha ideias tão geniais como esta. Vamos esquecer por instantes que fazemos parte de um mercado de vários milhões de pessoas, que existem regulamentos e normas comunitárias, e que o consumidor não tendo outra alternativa terá de comprar o que lhe põem à frente, se assim for, o Sr. Pedro Rangel terá de facto encontrado a rotura (que tanto aprecia) contra todos os ditames económicos que têm regulamentado a actividade económica e produtiva em Portugal desde que aderimos à União Europeia.
No final o que conta é a opção do consumidor, se este tiver liberdade de escolha, escolherá sempre o que for mais económico para ele.
Com o início do Mundial 2010 na Africa do Sul a aproximar-se rapidamente, é cada vez mais difícil encontrar um jogador do Benfica na selecção nacional. Seria algo inédito na história do nosso futebol, se o clube vendedor do título nacional, não conseguisse eleger um único jogador para envergar a camisola das quinas. Dá que pensar, ou devia dar que pensar!!!
Longe vão os tempos, em que a total hegemonia do Benfica no futebol português, dava para preencher meia equipa nacional. Que isto parece não estar a incomodar a maioria dos Benfiquistas, é apenas o reflexo da actual conjuntura do futebol no nosso pais.
Ainda me lembro do tempo em que se sabia de cor o nome de cada jogador da águia. É que eu nem gosto muito de queijo. Deve ser por isso…
Com uma área de 2.000 m2 está já em construção e estará terminado até ao dia 15 de Abril, duas semanas antes do arranque oficial da Expo 2010 Shanghai, a 1 de Maio de 2010.
O Pavilhão de Portugal apresenta uma fachada revestida de cortiça, material nacional, reciclável e ecológico. Trata-se de um exemplo de inovação e de boas práticas ambientais que potenciam a imagem de Portugal na maior Exposição Universal alguma vez realizada. Reflecte o conceito de sustentabilidade dos edifícios das cidades contemporâneas e realça-o como elemento-chave das políticas nacionais em termos económicos e ambientais (texto do site portugalexpo2010.com).
“Eu digo aqui peremptoriamente que não estou nessa corrida por uma razão muito simples. Fui eleito para o Parlamento Europeu há pouco mais de quatro meses e, portanto não faria sentido neste momento que me candidatasse à liderança. Seria um mau sinal para a democracia.”
Paulo Rangel, 29 de Outubro de 2009, na RTP1
(*) Peremptoriamente = Categoricamente, decisivamente
É a 3ª vez este neste Inverno, que cai neve em Mangualde, e logo nas vésperas do Carnaval. Bruuhhh!!!!...
Parece que um tal Filipe qualquer coisa ganhou uma ida a Londres e estadia de 3 meses, ou coisa parecida.
Mas quem realmente ganhou os Ídolos/2010 foi a SIC, (e a PT, e os jurados que parecem perceber tanto de musica como eu). Portanto é só fazer as contas, 1 milhão de chamadas x 60 Cêntimos, menos um carrito oferecido, da qualquer coisa como 600 mil euros.
Parabéns para aquela menina que foi contratada pela SIC Radical, pelo menos ela já tem um emprego.